segunda-feira, 17 de setembro de 2012

ESTUDO FINAL DE NOVO EDIFÍCIO ELABORADO.

Estudo Final da Fachada de um edifício. Procurei neste projeto manter a simplicidade da fachada, com linhas retas, volumetria essencial e cores predominantes equilibradas 

Fachada renderizada.
Neste Estudo, evidencio as linhas simples do edifício.
 Procurei , no entanto  emoldurar a simplicidade do conjunto  ao destacar algumas partes mais próximas da escala humana e, portanto, do acesso  humano.
Primeiramente as paredes térreas frontais revestidas com pedras. A pedra é um elemento natural que reforça a idéia de estrutura. Assim como nas casas bandeiristas, a pedra  firma o contato entre o solo e o edifício e sugerem aconchego e naturalidade ao usuário e quem passa pela calçada. 
Para dinamizar  a "separação" do fluxo público do privado, jardins em frente as duas paredes, funcionando como uma prévia entre o espaço público e o provado. 
As duas faces frontais revestidas com pedra foram marcadas com aberturas. A retangular demarca a porta de acesso principal - simples, direta  e na outra face uma abertura circular diferenciada do acesso. Aberturas circulares sempre caem bem a determinados planos, eles retiram a rigidez geométrica e conferem às aberturas um grau de acesso suave - sabe-se que não serve como passagem, mas a visão adentra naturalmente pelas linhas curvas.
Na entrada para a garagem, um pórtico com pastilhas vermelhas. Este pórtico foi pensado para separar as duas faces laterais do edifício; é como se fosse uma vírgula, um hífen, um elemento de separação que não impossibilita a unidade, e, sobre ele, como uma coroa, uma estrutura metálica simples na cor amarela. Reparem que ela não sustenta cobertura, mas a visão humana assimila sua estrutura (suas arestas) como um fechamento, um a delimitação, um abrigo.
Na parte superior, tubos metálicos ajudam a quebrar a rigidez dos guarda-corpos e sua colocação aleatória e desordenada quebram a monotonia da simetria vertical dos planos da fachada. Tudo aqui tem um motivo de ser, tem uma intenção além da simples função, do uso diário, do morar. Pretendo também dialogar com o observador por intermédio dos elementos arquitetônicos, chamar sua atenção, levar a ele uma informação nova, pretendo obter um edifício que abriga e dialoga.






Aqui um estudo do interior. Esta parede dá de frente para o pórtico vermelho da garagem. Esta parede, além de  ponto estrutural crucial, remete aos agradáveis painéis existentes nos edifícios modernos da década de 50/60. São como grandes obras de arte fundidas à arquitetura. Dão uma impressão agradável, dialogam com o observador. Alí o usuário pode posicionar-se para uma foto bem diante do cerne do edifício.

Vista do espaço voltado para os fundos do edifício. Paredes com linhas diagonais - solução também  inspirada pelos prédios modernos - quebram a lógica da estrutura de paredes retas e delimitam de forma dinâmica os espaços entre elas. Temos aqui uma nova ordem estrutural, uma nova ordem de elementos arquitetônicos que só existem ali, pertencem  a este espaço e por isto são tão especiais. Entre os dois elementos centrais proponho um simples deck de madeira, elevado ao nível do piso para as diversas maneiras de uso que poderá absorver. Ele é um plano de repouso, de brincadeiras, pode-se sentar em suas bordas como num banco de praça e pode-se alongar como num tablado. Ao seu redor muito verde com manchas em geometria orgânica e plantas mais verticais. É fundamental que o paisagismo aqui adotado contemple o vazio, mostre limpidez e a paz ,e, para passear ou sentar neste espaço verde, caminhos com pedra e concreto, de fácil e barata execução e de grande retorno aos usuários - algo informal e convidativo, simples, delicado gostoso de estar. As pessoas gostam mais de improvisar sua permanência nos espaços abertos, é mais leve estar assim, solto e sem regras junto ao espaço e ao céu.

Espero realmente que este estudo agrade e seja realizado. Está por acontecer logo!
Abraços a todos e obrigado por lerem.

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