quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Que pena. Niemeyer se foi.


É muito chato falar de Niemeyer como arquiteto. Prefiro falar de Niemeyer sem termos acadêmicos, sem tese. Prefiro falar de Niemeyer como visitante de suas obras, como gente, como povo.
Tive a felicidade de escolher uma profissão cujos primeiros traços nasceram comigo. Sempre gostei de desenhar, de papel e de canetinhas. Num belo dia dos meus 16 anos, aproximadamente, sentei-me na varanda de casa com uma caixa de lápis coloridos e um pedaço de papel vegetal e desenhei a fachada da casa de meu avô.Achei que ficou bom e vi que obtive prazer em tal feito. Daí concluí que seria arquiteto e junto a esta conclusão veio naturalmente o nome Oscar Niemeyer.
Dele, eu só sabia que era o arquiteto que “fez Brasília”. Não tinha espírito para saber mais, não tinha compreensão do infinito da arquitetura, do inesperado, dos espaços inusitados e da relação humana com o espaço.
Cursei arquitetura, estudei Niemeyer , me formei e passei então a respirar arquitetur
a. A cada ano que passa, encontro novas vias para compreender Oscar Niemeyer. Sei que ele é o último legado de Le Corbusier, sei de seu fascínio pelas curvas, sei de seus traços, mas, diante de suas obras, com ênfase ao MAC em Niterói, vi o quanto o Mestre foi generoso com a paisagem e com o homem, vi como a forma tem poder de irradiação espacial e o quanto sua arquitetura é ímpar. Livro nenhum fala mais que a obra, crítico nenhum fala mais que o silêncio construído.
Niemeyer pensa arquitetura de fora para dentro e de dentro para fora. Mesmo distante de suas obras, podemos nos sentir abrigados e dentro delas podemos nos sentir expostos ao exterior. Ele pensa arquitetura como algo entregue a humanidade, entregue ao espaço. Ele é o arquiteto do povo, o arquiteto de todos nós, o homem, o pai, o pensador, o inusitado, o último traço da arquitetura moderna. Ele é genial! Segundo Chico Buarque, “ele foi maior que sua arte”, ou seja, seu coração foi maior que seus feitos.
Todo homem consciente de seu labor sabe quão pequeno é diante de tudo, entende seus feitos como mérito da natureza, como algo que acontece, e assim manifesto minhas singelas impressões pessoais sobre Oscar Niemeyer, um homem atemporal enviado por Deus para nos ensinar os caminhos da beleza e da contemplação.
Sentirei saudades dele.
É muito chato falar de Niemeyer como arquiteto. Prefiro falar de Niemeyer sem termos acadêmicos, sem tese. Prefiro falar de Niemeyer como visitante de suas obras, como gente, como povo.
Tive a felicidade de escolher uma profissão cujos primeiros traços nasceram comigo. Sempre gostei de desenhar, de papel e de canetinhas. Num belo dia dos meus 16 anos, aproximadamente, sentei-me  na varanda de casa com uma caixa de lápis coloridos e um pedaço de papel vegetal e desenhei a fachada da casa de meu avô.Achei que ficou bom e vi que obtive prazer em tal feito. Daí concluí que seria arquiteto e junto a esta conclusão veio naturalmente o nome Oscar Niemeyer. 
Dele, eu só sabia que era o arquiteto que “fez Brasília”. Não tinha espírito para saber mais, não tinha compreensão do infinito da arquitetura, do inesperado, dos espaços inusitados e da relação humana com o espaço.
Cursei arquitetura, estudei Niemeyer , me formei e passei então a respirar arquitetura. A cada ano que passa, encontro novas vias para compreender Oscar Niemeyer. Sei que ele é o último legado de Le Corbusier, sei de seu fascínio pelas curvas, sei de seus traços, mas, diante de suas obras, com ênfase ao MAC em  Niterói, vi o quanto o Mestre foi generoso com a paisagem e com o homem, vi como a forma tem poder de irradiação espacial e o quanto sua arquitetura é ímpar. Livro nenhum fala mais que a obra, crítico nenhum fala mais que o silêncio construído.
Niemeyer pensa arquitetura de fora para dentro e de dentro para fora. Mesmo distante de suas obras, podemos nos sentir abrigados e dentro delas podemos nos sentir expostos ao exterior. Ele pensa arquitetura como algo entregue a humanidade, entregue ao espaço. Ele é o arquiteto do povo, o arquiteto de todos nós, o homem, o pai, o pensador, o inusitado, o último traço da arquitetura moderna. Ele é genial! Segundo Chico Buarque, “ele foi maior que sua arte”, ou seja, seu coração foi maior que seus feitos. 
Todo homem consciente de seu labor sabe quão pequeno é diante de tudo, entende seus feitos como mérito da natureza, como algo que acontece, e assim manifesto minhas singelas impressões pessoais sobre Oscar Niemeyer, um homem atemporal enviado por Deus para nos ensinar os caminhos da beleza e da contemplação.
Sentirei saudades dele.

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